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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Pontos brilhantes



As vezes tudo que tenho são as estrelas. Elas que me ouvem, elas que me olham, elas que eu sinto. Me vejo parada durante horas olhando pra um ceu, repleto delas, e não entendo como podem ser tão belas. So ao olhar as estrelas eu já me sinto bem, me sinto leve, como se elas soubessem tudo que eu preciso, tudo que eu sinto, tudo que dói em mim, e me trouxessem a paz e a calma que preciso para continuar vivendo. Pequenos pontos brilhantes me fazem sentir o que ninguém mais faz. E sem perceber me vejo chorando somente por olhá-los, e ver o quanto são belos, no entanto, ignorados. Por vezes me sinto uma estrela: um brilho único, porém, uma ausência de contato com qualquer outra.

Naianara Barbosa

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Meu pequeno


Que continue sendo doce o seu modo de demonstrar afeto , o seu jeito , seus olhares , seus receios . . . Que doce seja uma ausência do nosso medo , o seu abraço e a maneira como segura minha mão . Que seja doce , que sejamos doce e seremos , eu sei . . . porque você é meu pequeno, e eu sou tua poeta. Não somos nada além disso, somos um... Somos assim, felizes. Nos amando mais, e que seja assim... doce.

Parabéns meu pequeno, c?

Naianara Barbosa

Lágrimas e sua falta



Era noite de lua cheia, as estrelas brilhavam como nunca, o vento invadia a janela da sala. Frio e rápido, ele balançava as cortinas de modo barulhento. Sentada na janela do quinto andar, olhando para aquele céu, ela acabava se pegando pensando nele, em tudo que eles tinham vivido e como tinha terminado. Ouvia musicas melancólicas e se culpava por momentos não vividos, mas que ele desejava. A cama deles dois já não tinha a mesma beleza, ele não estava mais lá. E então algumas noites ela se sentava na cama e chorava até dormir, outras ela apenas chorava. E nada lhe tirava daquele estado de ausência de um bem maior, nada ocupava o lugar que ele havia deixado. Já tinham se passado cinco anos, e por mais que ela se adaptasse a nova rotina, à noite tudo era a mesma coisa... E por mais que doesse, ela o amava, e isso não mudaria, por mais que ele não estivesse ali, junto dela, com o coração perto.

Naianara Barbosa 

terça-feira, 3 de abril de 2012

Porque?



Porque? Eis a palavra que mais me vem a mente. É simplesmente impossível entender porque algumas coisas são como são. Porque, simplesmente. Uma coisa é você saber e não entender. Outra é você não aceitar, e não saber o porque de tudo isso. Sim, estamos separados. Não só por divisas de estados, mas por pessoas. Milhões de pessoas erradas, que estão entre nós. Erradas sim, pois o certo pra mim é ele. E eu sou a certeza dele. Não foi uma opção. Foi uma escolha. Escolhemos esperar, e estamos esperando. Confesso que por mais tempo do que imaginávamos, mas quem sabe um dia estaremos juntos, vendo como a espera valeu a pena.

Naianara Barbosa

domingo, 1 de abril de 2012

A mais nova, a tia



Não, família não é só de sangue. Existem famílias de alma, de sentimento. E a minha cresce a cada dia. E todas essas pessoas, que encontro por esquinas, ruas e apartamentos de alguns dos lugares em que passo, são especiais. Por pequenos motivos, pequenos gestos, pequenas demonstrações que me passam uma confiança tal qual levo por toda a vida. Há pouco tempo encontrei uma tia, que me passa aquela confiança na qual eu sempre acredito. Tem tão pouco tempo e já temos uma cumplicidade vista de longe. Rimos e sorrimos de tudo que nos faz bem, e evitamos aquilo que nos faz mal vez ou outra. Sim, é sincero, é verdadeiro, é real. Eu, uma sobrinha, a sua sobrinha. Você, uma tia, a minha tia.


Liliam Alves    s2 


Naianara Barbosa

Pequena



Ei, minha pequena, sabe que te amo? Pois. Foi tão rápido, lembra? Ainda lembro da primeira vez que nos falamos. Depois disso foram tantas risadas, tantos problemas, tantos conselhos, tantos apelidos, tantos abraços imaginados... Distância filha da puta essa que me separa de você. Mas mesmo assim ainda estamos juntas por pensamento, por sentimento. E mesmo que fiquemos um tempo sem nos falar, isso é só pra saudade nos aproximar. Teu sorriso me faz sorrir, sabia? Tão inocente e tão vadia – MINHA vadia, que fique claro. É vero, preciso de ti. Euteamo, pequena.

Minha vadia, minha cachorra, minha piriguete, minha Mariana Amaral.

Naianara Barbosa 

Admiti, enfim


Eu podia ser mais uma daquelas garotas românticas, eu sei que podia, mas nada muito romântico presta pra mim. Resolvi admitir pra mim mesma que eu não presto. Não sou aquela garota de pensamentos puros, que não bebe e não cai no pecado sempre que pode - e que não pode -, mas o que é proibido me chama atenção.  Mesmo que se mude o ambiente, a companhia, não vai adiantar, vejo que a fonte sou eu, e eu não consigo evitar. É aquela velha história do Don Juan, por mais que eu me apegue e goste de estar perto, sentindo o calor e ouvindo a respiração, eu não consigo ficar. É da minha natureza. No entanto, tenho meus altos e baixos, e flashes de que um dia possa estar ao lado de um só alguém toma conta de mim, por vezes até gosto. Não nego que ainda espero ter um desses alguéns que se denominam "príncipes".
Se não for pedir muito - me refiro ao príncipe  -, não aparece por agora não. Poucos sapos eu beijei, e como disse, não sou aquela garota que espera ansiosamente pelo príncipe, apenas espero, e rezo para que ele demore um pouco mais do que o previsto. Ultimamente tenho preferido sapos, plebeus e lobos no lugar do tal príncipe. Já que vou passar a vida inteira contigo, para que a pressa? Deixa eu aproveitar, conhecer novos gostos, novos modos de ser feliz sem ter um "para sempre" metido no meio.
Faz o que lhe for conveniente também, enquanto não me encontrar, pois, em segredo, existem coisas que eu ainda guardo só pra ti.
Voltando para a parte em que eu falava de mim e da minha maneira filha da puta de não prestar - e nem gostar de prestar - me encontro no desencontro de tudo que por vezes acho que me faz bem. E é nessa hora que todos os homens, todas as festas e todas as bebidas perdem o sentido e eu me vejo numa fria e tediosa melancolia onde palavras não cabem e sentimentos menos ainda. E eis que algo toma conta de mim e assim acaba tomando o lugar do alcool, dos beijos, de tudo. Não, não o vazio, mas a presença de algo inominável que percorre célula por célula do meu corpo e me toma de maneira inexplicável. Passo a ser então um corpo vazio num canto da sala e uma alma repleta trancada no quarto.
E vou seguindo assim, intercalando meus dias em corridos, perigosos e excitantes, e em calmos, silenciosos e vazios, deixando que as reticências falem por mim quando não sei nem o que pensar...


Naianara Barbosa

Teu sorriso e minhas palavras


Eu posso não saber como vai terminar, posso não saber o motivo, mas todos os fins foram parecidos. Você vai embora e algumas vezes eu vou até me culpar, mas logo depois verei que posso ser feliz sem você. Sentirei sua falta, mas isso não será motivo para eu fazer uma loucura. É bem capas d'eu chorar um pouco lembrando dos momentos, não sou de ferro, mas depois deste momento de fragilidade eu colocarei um vestido, um salto, um batom e sairei, e verei que o mundo não é tão ruim assim sem você. Nessa saída eu posso até te encontrar, quem sabe. Você sorrirá e eu te cumprimentarei com um simples "Olá, homem mais comum do mundo."

Naianara Barbosa